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Representatividade em Livros Infantis: Por Que a Criança Precisa Se Ver na História

Por Equipe Sonho Impresso

Representatividade em Livros Infantis: Por Que a Criança Precisa Se Ver na História

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos em 2020 analisou mais de mil livros infantis publicados naquele ano. Menos de 12% tinham personagens negros como protagonistas. O número de protagonistas indígenas era menor que 1%.

No Brasil, os dados são similares. Uma análise das listas de mais vendidos de livros infantis em grandes livrarias em 2023 mostrou que mais de 80% das capas tinham personagens com cabelos lisos e traços europeus.

A questão não é ideológica. É o que acontece com uma criança que cresce lendo histórias onde ninguém se parece com ela.

O que pesquisas mostram sobre representação em livros

Estudos de psicologia do desenvolvimento observam que crianças entre três e sete anos usam histórias para construir modelos de como o mundo funciona e de quem ocupa qual papel nele.

Quando os protagonistas de livros, filmes e histórias são consistentemente de um determinado tipo físico, a criança internaliza essa associação. Não necessariamente de forma consciente. Mas a pergunta “pessoas como eu podem ser heróis?” é respondida, implicitamente, centenas de vezes ao longo da infância.

Crianças negras que crescem com acesso a heróis negros em ficção apresentam níveis mais altos de autoconceito positivo em avaliações psicológicas do que crianças sem essa exposição. Esse dado aparece em pesquisas brasileiras e americanas com consistência.

O efeito inverso também é documentado: a exposição constante a representações onde “pessoas como eu” aparecem em papéis secundários ou negativos afeta a autoestima de crianças de grupos sub-representados.

O que personalizar vai além do nome

A maioria das pessoas associa livro personalizado apenas ao nome. A personalização que tem impacto real vai além disso.

Aparência física. Cor de pele, tipo de cabelo (liso, cacheado, crespo, com tranças, com gogós), cor dos olhos, presença de sardas, uso de óculos. O personagem que aparece na capa e nas páginas pode ter a aparência específica daquela criança.

Estrutura familiar. A família com dois pais. A família com duas mães. A criança criada pela avó. A criança com pai solo. A família com irmão adotado. A família extensa onde tios e primos moram juntos. Cada uma dessas estruturas é real para milhões de crianças brasileiras, e a maioria delas não aparece em livros convencionais.

Referências culturais. Comida, brincadeiras, festas, vocabulário regional. A história que acontece num quintal de casa no Nordeste, com baião ao fundo e um calor específico, é diferente de uma história que acontece numa casa genérica de ilustração europeia.

A diferença entre inclusão e protagonismo

Incluir personagens diversos é diferente de colocá-los como protagonistas.

Um livro com vinte personagens de diferentes etnias, onde o personagem branco resolve o problema no final, é diverso. Não é representativo.

O livro personalizado resolve esse problema de forma direta: o protagonista é aquela criança específica. Não tem como ela ser coadjuvante na própria história.

Isso não é pedagogia. É o que a criança experimenta quando abre o livro e vê alguém que parece com ela salvando o dia.

Um acervo que o mercado editorial não oferece

O mercado editorial produz para o denominador comum. Um livro que vai vender cem mil cópias precisa ser acessível ao maior número possível de crianças. Isso, por definição, tende para o genérico.

O livro personalizado vai na direção oposta. Ele existe para uma criança. Com aquela aparência, aquela família, aquelas referências.

Não é nicho. É singular. O acesso a essa singularidade hoje não exige orçamento de curadoria editorial. Pais criam o livro do próprio filho em horas.

Pronto para criar um livro onde o seu filho se vê de verdade? Comece agora.